Assembleia Legislativa propõe debate sobre queda de consumo do pescado no Maranhão

A Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa do Maranhão realizará, nesta quarta-feira (6), às 8h30, reunião para discutir temas que dizem respeito às barreiras zoofitossanitárias, Síndrome de Haff (doença da urina preta) e medidas de proteção a pescadores afetados pela queda do consumo de pescado.

O anúncio foi feito pelos deputados Antônio Pereira (DEM) e César Pires (PV), durante a sessão plenária desta terça-feira (5). “Eu creio que a Síndrome de Haff precisa ser esclarecida cientificamente pela Secretaria de Estado da Saúde”, disse César Pires.

O deputado Antônio Pereira complementou. “É preciso discutir essa problemática, que é muito importante para a economia maranhense. O peixe faz bem à saúde”.

Marcos Caldas (sem partido), que propôs o debate, explicou que, recentemente, alguns casos da doença surgiram no Pará e, em maior número, no Amazonas. Segundo ele, houve surto da doença sobretudo no Pará, mas que, até agora, não há casos registrados no Maranhão.

Indicação

Caldas informou que formulou Indicação pedindo ao governador Flávio Dino (PSB) que isente os piscicultores maranhenses do pagamento do imposto sobre ração para peixe.

“Nós estamos vendo a quantidade de fake news sobre a Síndrome de Haff, conhecida como doença da urina preta. Depois que foi espalhado esse boato, as vendas de pescado despencaram em mais de 90%”, frisou Marcos Caldas.

Esclarecimentos 

Roberto Costa (MDB) acrescentou que as famílias de pescadores não estão conseguindo comercializar absolutamente nada. “Essas pessoas, que já vivem em dificuldade econômica, terminam sendo ainda mais prejudicadas. Eu me associo ao deputado Marcos Caldas e faço um apelo ao governador Flávio Dino e ao secretário de Estado da Saúde, Carlos Lula, para, por meio da Vigilância Sanitária, venham a público esclarecer, oficialmente, o que está acontecendo, tranquilizando nossa população”.

O deputado Hélio Soares (PL) também abordou o assunto, relatando que mercados estão desertos e que ninguém está comprando peixe, o que prejudica comerciantes, pescadores e empresas do ramo, incluindo supermercados e restaurantes.

“A situação é especialmente problemática, porque está acontecendo durante uma pandemia que já dura quase 20 meses e que tem gerado severos impactos socioeconômicos”, finalizou Hélio Soares.

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