Pinheirense Jardiel Vieira, marcou 02 gols na Vitória sobre a França nas Paralimpíadas de Tóquio

Tóquio – Deu a lógica. De novo. O Brasil fez 4 a 0 na França pela última rodada da fase de classificação no Futebol de 5 e fechou como campeão do Grupo A nos Jogos Paralímpicos de Tóquio-2020. O time havia vencido a China na estreia, por 3 a 0 e depois fez 4 a 0 no Japão. Sendo assim, segue para as semifinais como favorito que sempre foi, já que é o atual tetracampeão do evento. Mais do que isso, a seleção nunca perdeu um jogo sequer desde que a modalidade entrou no programa do evento, em Atenas-2004. Agora soma 19 vitórias e 6 empates em 25 partidas. Além de ser também a atual pentacampeã mundial.

Os dois primeiros gols foram marcados pelo experiente Nonato, de 34 anos e presente em dois dos títulos dos Jogos Paralímpicos e em outros dois mundiais. O segundo foi de pênalti, em cobrança onde o goleiro francês Alessandro Bartolomucci nem saiu na foto. Jardiel, de 25 anos e em sua primeira partida como titular em Jogos, marcou os outros dois, o primeiro em lance típico de centroavante oportunista e a segunda em jogada característica, cortando da lateral para o meio. “O famoso facão”, disse o atleta, logo ao deixar o campo de jogo, realizado por volta do meio-dia sob o forte calor do verão japonês no Aomi Urban Sports Park.

Com 21 anos, Jardiel Vieira Soares, de Pinheiro, no Maranhão, jogou futebol de 5 pela primeira vez sem nunca ter treinado ou encostado em uma bola. Ele conta que conheceu o futebol para cegos com 16 anos, em um evento da escola, em São Luís. Nessa mesma ocasião, um técnico o chamou para jogar e disputar campeonatos escolares.

Desde então, ele não parou mais de jogar. Em 2016 foi chamado para jogar no CEDEMAC, time que faz parte até hoje. Cego em decorrência de uma toxoplasmose que sua mãe teve durante a gravidez, ele ainda não tem nenhum título internacional, mas está esperançoso em relação ao Mundial sub-23.

“A gente se dedica bastante. Quando termina o treino da sub-23, a gente fica aqui treinando também com a principal. Estamos focando para chegar lá [Argentina] e dar o nosso máximo, representar o Brasil em alto nível”, conta Jardiel.

Artilheiros do dia

“Eu me esforcei para dar o meu melhor e graças a Deus fui feliz nas finalizações, mas isso é consequência do trabalho de todos. Eu colaborei, mas o coletivo é que sobressaiu”, disse Nonato. Jardiel, por sua vez, comemorou os primeiros gols no Futebol de 5 dos Jogos Paralímpicos. “Para mim isso é muito importante. Briguei bastante, no começo estava um pouco complicado. A marcação chegando. Leal, mas dura, chegando bastante firme, mas a bola sobrou e conseguiu fazer o gol. A sensação é incrível. Toda a dificuldade que a gente teve nesses cinco anos para chegar aqui e na estreia (como titular) fazer um gol é inexplicáve

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